Você olha para o resultado do mês e vê lucro — mas não tem dinheiro para pagar o fornecedor.
Isso acontece com mais frequência do que deveria. E tem um motivo técnico: o descasamento entre o regime de competência e o regime de caixa. Entender a diferença não é obrigação do contador. É obrigação de quem quer gerir bem o próprio negócio.
O que é regime de competência?
No regime de competência, receitas e despesas são registradas no momento em que acontecem — independentemente de quando o dinheiro entra ou sai.
Exemplo: sua empresa vendeu R$ 50.000 em março. O cliente paga em maio. A receita é registrada em março — onde ela foi gerada, não onde foi recebida.
Esse é o padrão exigido pela legislação. É como a Receita Federal, o trabalhista e os relatórios societários enxergam sua empresa. Não é opcional.
O que é regime de caixa?
No regime de caixa, só conta o que entrou ou saiu da conta. Sem competências futuras, sem obrigações a vencer — apenas o dinheiro que de fato se moveu.
Mesmo exemplo: a venda de R$ 50.000 feita em março só aparece no registro quando o pagamento cai em maio.
É mais simples e mostra o dinheiro disponível no momento. Mas esconde o que está por vir.
O problema de olhar para só um dos dois
Como os dois regimes se completam
Não é uma escolha. Os dois precisam coexistir — cada um respondendo a uma pergunta diferente.
Por que isso afeta você diretamente
A maioria dos empresários descobre esse descasamento da pior forma: no meio do aperto. Vendas boas, resultado positivo no relatório — mas sem dinheiro para pagar fornecedor, funcionário ou guia de imposto.
Não é incompetência de gestão. É falta de visibilidade. E é exatamente o que um contador presente deveria resolver antes que se tornasse crise.
O sinal de que algo precisa mudar
Se você toma decisões olhando só para o extrato bancário, está operando no regime de caixa sem saber — e sem ver os compromissos que estão chegando.
Se acredita no lucro contábil sem conferir o fluxo real, está operando na competência sem perceber — e pode ter uma surpresa desagradável no próximo vencimento.
A questão não é competência versus caixa. É ter os dois sob controle, com alguém que saiba ler os dois e te ajude a agir antes do problema.
Na Sorttcon, a leitura financeira não começa no extrato bancário. Começa no histórico completo da empresa — competência, caixa, obrigações futuras e projeções combinadas.
38 anos. Mais de 250 empresas. Nenhum problema que não resolvemos.
Quer entender como o seu negócio está de verdade? A primeira conversa é nossa.
Ficou com alguma dúvida sobre como aplicar esses dois regimes na gestão do seu negócio? Fale com a Sorttcon.