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Guia Completo do Simples Nacional

6 min de leitura 14 de abril de 2026 Fábio Damasceno
Guia Completo do Simples Nacional

O Simples Nacional é um regime tributário criado para facilitar a vida de micro e pequenas empresas brasileiras. Mas você sabe realmente como ele funciona, quais impostos ele inclui e como é feito o cálculo da DAS? Neste guia, vamos explicar tudo de forma clara e objetiva.


O que é o Simples Nacional?

O Simples Nacional é um sistema de arrecadação unificada de impostos, exclusivo para empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões. Ele permite que o empreendedor pague diversos tributos federais, estaduais e municipais em uma única guia: a DAS (Documento de Arrecadação do Simples).

Por que isso importa: em vez de emitir guias separadas para cada imposto — cada uma com prazo e alíquota diferentes — você consolida tudo em um único pagamento mensal. Menos burocracia, menos margem para erro.

Quais impostos estão incluídos na DAS?

A DAS reúne os seguintes tributos em um único documento de arrecadação:

Todos recolhidos de uma vez. Você não precisa acompanhar datas de vencimento separadas para cada um deles.

Principais vantagens do Simples Nacional

Quem pode optar pelo Simples Nacional?

Empresas com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, desde que não exerçam atividades vedadas e respeitem as condições do regime. Exemplos de atividades permitidas:

Atenção: empresas que possuem participação em outras pessoas jurídicas ou que sejam filiais precisam de análise mais criteriosa antes de aderir. Nesses casos, consulte seu contador antes de qualquer decisão.

Como funcionam os anexos do Simples Nacional

As atividades empresariais são agrupadas em cinco anexos, cada um com sua própria tabela de alíquotas. Estar no anexo correto faz diferença direta no valor que você paga:

Por que isso importa: enquadrar sua atividade no anexo errado significa pagar mais imposto do que o necessário — ou correr risco de autuação fiscal. O enquadramento correto é uma das primeiras tarefas do contador.

Como calcular a alíquota efetiva da DAS

O imposto é calculado com base no faturamento dos últimos 12 meses (chamado de RBT12), aplicando a seguinte fórmula:

Alíquota Efetiva = [(RBT12 × Alíquota Nominal) − Parcela a Deduzir] ÷ RBT12

Exemplo prático — empresa com faturamento de R$ 340 mil no período:

  1. R$ 340.000 × 11,2% = R$ 38.080
  2. R$ 38.080 − R$ 9.360 (parcela a deduzir) = R$ 28.720
  3. R$ 28.720 ÷ R$ 340.000 = 8,45% (alíquota efetiva)

Ou seja: a alíquota que aparece na tabela não é necessariamente o que você vai pagar. A alíquota efetiva quase sempre é menor — e é ela que determina o valor real da DAS.

Atenção ao Fator R

Para empresas de serviços, o Fator R é um indicador que define se a atividade é tributada pelo Anexo III ou pelo Anexo V — e a diferença pode ser relevante no seu caixa.

O cálculo considera a relação entre a folha de pagamento e o faturamento bruto. Se a folha for superior a 28% do faturamento dos últimos 12 meses, a empresa pode se enquadrar no Anexo III, que geralmente tem alíquotas mais favoráveis.

O que fazer: manter a folha de pagamento documentada e atualizada não é só uma obrigação trabalhista — é uma ferramenta de planejamento tributário. Um contador que acompanha esse indicador pode reduzir o imposto pago mensalmente.

O Simples Nacional é uma excelente opção para micro e pequenas empresas que desejam simplificar sua tributação e reduzir custos. Mas aproveitar ao máximo seus benefícios exige acompanhamento contábil adequado — enquadramento correto, cálculo do Fator R e revisão periódica do regime.

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